E-commerce: Estratégias, Experiência do Usuário e o que vem por aí

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Publicado em: 14 de outubro de 2014 - Atualizado em: 16 de Maio de 2017

As estratégias de e-commerce vem mudando em todo o mundo e é importante se adequar, uma vez que a tendência é, cada vez mais, entender o que o usuário precisa e estar próximo a ele. Inclusive, eu escrevi um artigo sobre isso no Tableless.

Venho observando, há algum tempo, a diferença na forma como o padrão  desses sites vem mudando. A ideia de vender a todo o custo vem perdendo força e o que se vê mundo a fora é uma visão de deixar o cliente à vontade para comprar aquilo que ele realmente quer, com uma experiência legal e envolvente. Já tem gente no Brasil que sacou e o mercado começa a sofrer mudanças.

O modelo atual do e-commerce no Brasil

Hoje, quando entramos nas principais lojas virtuais do Brasil, vemos aquele mundo de ofertas (muitas vezes balela, diga-se de passagem) e produtos socados ali como se fossem uma prateleira. Aí você clica no produto e vê as mesmas fotos do site concorrente que você acabara de sair, sem nenhuma personalização, sem qualquer trabalho de comunicação por meio das imagens. Pensamento zero no SEO.

Além disso, especificações aos montes, jogadas ali pelo ctrl+c, ctrl+v feito pelo redator e coisas absurdas como a famosa frase: “Quem comprou isso comprou também”, seguida por produtos similares, como se você fosse burro. Algumas até mostram produtos legais que podem ser adquiridos de forma conjunta, mas fazem isso da maneira mais errada possível, dividindo a atenção da página entre o produto em si e possíveis outras vendas. Muitas vezes até misturam produtos similares e complementares.

É a ideia da venda goela abaixo.

A mudança e o foco na experiência

Experiência do usuário (UX) é um tema muito discutido hoje por designers, comunicadores, profissionais de SEO e Marketing Digital. Isso porque muita gente já viu que o usuário evoluiu, passou pela fase da desconfiança, depois pela demora na entrega, hoje ele quer ter uma experiência de compra agradável, sem aquele monte de informações desinteressantes que na verdade só fazem o papel daquele vendedor chato da loja física que fica na cola do cliente, enchendo o saco.

Estamos em uma fase que clama pela comodidade e pela tranquilidade. Tem loja por aí que te envia o produto sem que você peça, com base apenas no seu perfil e comportamento, melhor dizendo, no tanto que ela conhece o seu cliente. Se é legal ou não, depende. Para alguns sim, para outros não. O interessante é a aproximação entre as partes e a observação de que as coisas começam a mudar.

Quando você vê e-commerces com essa nova visão, é possível perceber que se cria uma experiência de compra com um contexto estrategicamente acolhedor. A primeira mudança perceptível é a evolução do lead para cliente. Todo o design da loja é pensado e criado para envolver o cliente, desde as cores, textos e às fotos dos produtos.

Especificações x Um bom papo

Aqui a máxima é a seguinte: fuja das especificações, conte uma história. Se você observar, não temos mais do que o que o fabricante oferece nas páginas dos produtos e a ideia é construir uma interação em todos os aspectos com os clientes. Um exemplo para ilustrar isso é a forma como o produto é tratado em sua single.

O normal aqui, como citei mais acima, é a loja pegar o que tem o fabricante e colocar lá. Muitas vezes o produto te permite ações personalizadas, como roupas por exemplo. Se você coloca uma foto de uma camisa solta, é diferente de uma camisa colocada em um manequim, que também é diferente de uma pessoa vestindo aquela camisa.

Agora pense em uma foto onde você coloca uma pessoa vestindo aquela camisa com uma calça legal, pensada em conjunto com essa blusa. Você gera uma outra expectativa no cliente. Ele está vendo que fica legal. É diferente.

É claro que a roupa é um caso. Para eletrônicos, a história seria outra. Mas com certeza teria uma história, mesmo que haja especificações.

Conclusão: Uma reflexão sobre a viabilidade e adequação

Você deve estar se indagando aí sobre como uma loja com zilhões de produtos seria capaz de personalizar isso e fazer vídeos com conteúdos legais e fotos contextualizadas para cada produto.

A quantidade de coisas que podem ser pensadas para criar uma experiência diferente para o cliente é grande e deve ser tratada de forma muito consciente e estratégica sob todos os pontos de vista para o público-alvo em questão.

Eu penso que a adaptação a esse novo modelo será natural e evolutiva, não tem como fugir. É claro que para um e-commerce com muitos produtos o trampo será muito maior. Porém existem várias áreas a serem melhoradas como design, arquitetura, redação, segurança, entre outros aspectos que podem ser priorizados e daí você iniciar um processo de melhoria.

O SEO vem sofrendo essa transformação nos últimos anos com o Google afunilando o foco cada vez mais no usuário e em conteúdo de qualidade. Adaptar o seu e-commerce à esse contexto é uma forma inteligente de estar mais próximo do seu cliente e gerar inovação no seu negócio.

Olá
Eu sou o

Um cara tranquilo que gosta de códigos e estratégia. É empreendedor, co-fundador da Agência Assoweb. Trabalha com SEO, Marketing Digital, Front-end, Back-end e Design. Adora ler, escrever, jogar futebol e tomar café. Ama sua família e é músico nas horas vagas!